• Produção da HCB alcança 8.013,6 GWh, no primeiro semestre de 2023;
  • A cifra é 14% superior à produção planificada para o período;
  • HCB vai duplicar capacidade de geração até 2030, “Central Norte” vai avançar, projecta-se também geração a partir de fontes fotovoltaicas;
  • A Hidroeléctrica projecta aumento da eficiência, vai substituir equipamentos.

A Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), vai investir pelo menos 600 milhões de dólares (US$) na duplicação da sua capacidade, renovação e modernização do seu parque electroprodutor, disse ao O.Económico, o Presidente do Conselho de Administração, Tomás Matola.

Tomás Matola, revelou que o iminente projecto de aumento da sua capacidade de geração de energia eléctrica, contemplará a reabilitação do parque produtor de energia eléctrica, por forma a incrementar a eficiência produtiva, porque, segundo considerou, o actual equipamento gerador de energia eléctrica para além de se encontrar em estado relativamente obsoleto, não transmite a eficiência desejada na produção de energia eléctrica, o que limita a capacidade da infra-estrutura da hidroeléctrica em operar em sua plenitude de geração.

Presidente do Conselho de Administração da HCB, Tomás Matola

O PCA da HCB disse que o actual equipamento tende a perder a sua eficiência, o que precipita uma intervenção de raiz, ou seja, uma reabilitação do equipamento técnico de geração de energia eléctrica, por forma não só a agregar eficiência, mas também a satisfazer as necessidades de crescimento que a empresa pretende alcançar face aos presentes desafios energéticos que Moçambique e os Países da região enfrentam.

Efectivamente, a capacidade de produção da HCB permanece mesma de há 48 anos, embora havendo potencial para muito mais, e é precisamente pela realização desse potencial ocioso que a HCB pretende expandir a sua capacidade, duplicando.

 “Eu entendo que a HCB sempre foi uma das maiores empresas do País, mas em virtude do crescimento das necessidades energéticas do País, e da região, a HCB foi se tornando pequena, porque para mim, a grandeza de uma empresa mede-se não só pelo seu tamanho, mas pela sua capacidade de responder às necessidades e às demandas que a sociedade apresenta para essa empresa, daí que, neste momento, tendo em conta a grande demanda de energia da região, HCB está limitada em termos de capacidade, por isso, este é o momento de trabalhar para aumentar a sua capacidade, e a HCB tem potencial para aumentar a actual capacidade”, vincou Tomás Matola PCA da HCB.

A actual capacidade da HCB é de 2075 Mega Watts e, conforme disse Tomás Matola, a expansão da capacidade passará por considerar, para além da substituição do actual equipamento gerador de energia eléctrica, também começar a diversificar a matriz energética, no caso vertente, produzir energia com recursos a fontes fotovoltaicas.

Tomás Matola, vincou que a nova matriz energética será a primeira acção para o incremento da capacidade de geração num horizonte temporal de dois anos, porém de forma incisiva informou que a longo prazo, ou seja, até 2030, o projecto de incremento da capacidade de geração será desenvolvido na Central Norte, que contará nessa altura, com a capacidade de geração até 1.245 Mega Watts, o que significa que, nessa altura, a HCB só de energia de matriz hídrica passara a gerar 3.320 Mega Watts.

Adicionando a quantidade de energia que se pretende produzir a partir de fontes fotovoltaicas, a HCB irá aumentar até 2030 a sua produção para cerca de 4.000 Mega Watts, a pensar nas crescentes necessidades internas, mas também o mercado da SADC, em um movimento no qual almeja robustecer a posição de Moçambique como maior exportador de energia eléctrica da região.

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