
Massificação do uso doméstico do gás entre as apostas para monetização do projecto PSA
_A multinacional de energia e produtos químicos Sasol está neste momento a trabalhar com o Governo para levar a cabo um projecto de massificação do uso do gás como parte da estratégia para monetização do projecto PSA, revelou Ovídio Rodolfo, Director-geral da empresa.
Falando ao “O.Económico” sobre os impactos esperados do projecto, o Eng.º Rodolfo explicou que a central térmica, juntamente com a planta de gás doméstico e o petróleo leve, são os grandes produtos esperados do projecto.
Para além da geração de 450 MW de electricidade, o projecto, com fecho financeiro já aprovado e em processo de implementação, vai permitir a produção 4 mil barris de petróleo leve por dia para exportação e 30 mil toneladas por ano de gás de cozinha (GPL), reduzindo em cerca de 75% o volume actualmente importado, impulsionando a massificação do uso ao nível interno: “o projecto visa a transformação de gás natural e adição de valor no território nacional para contribuir para a aceleração do desenvolvimento económico e industrialização do País”, referiu.
Questionando sobre a competitividade do gás proveniente daquela que será a primeira unidade de produção de GPL do país, explicou que as empresas de implementação ao longo da cadeia de valor determinam, em última instância, o preço do produto, entretanto, “a conversa que a Sasol tem, a luz das orientações do Governo, é sempre de forma comparativa. Isto é, termos a certeza de que os produtos que são trabalhos a partir do nosso gás se apresentem como produtos competitivos”, assegurou.

“Estamos neste momento num processo de recrutamento de pessoal e treino. Começar a preparar para que quando esta unidade de gás doméstico estiver operacional possa, de facto, trazer um elemento de diferenciação significativa na matriz energética”, concluiu.
Implementado pela Sasol Petroleum Mozambique (SPM) e os seus parceiros, o projecto, cuja Decisão Final de Investimento (FID) no valor de 760 milhões de dólares norte americanos foi aprovada no início de 2021, vai desenvolver os reservatórios de Inhassoro e Temane, localizados a norte da província de Inhambane, no âmbito do Contrato de Partilha de Produção (PSA na sigla inglesa). (OE)
















