
Moçambique, Malawi e Zâmbia assinam acordos para reduzir os custos dos transportes e tempo de trânsito para a melhoria da competitividade do Corredor de Nacala
- Foram inauguradas as obras de expansão e modernização do Porto de Nacala que custaram 249 milhões de dólares, financiados pelo governo do Japão
Para o Chefe de Estado moçambicano a assinatura dos acordos visa fortalecer as operações do corredor e fomentar o desenvolvimento da região.
“Estes acordos representam a introdução de um novo paradigma na gestão do Corredor de Nacala, numa abordagem tripartida, das preocupações dos agentes económicos, assegurando mecanismos integrados para a contínua circulação de pessoas e bens”, disse o Presidente da República, Filipe Nyusi.
“Com estes mecanismos pretende-se reduzir os custos dos transportes e tempo de trânsito para a melhoria da competitividade do Corredor de Desenvolvimento de Nacala, tornando-se assim mais atractivo para os seus usuários”.
Foram no total três os acordos assinados pelos presidentes de Moçambique, da Zâmbia e do Malawi, respectivamente, Filipe Nyusi. Hakainde Hichilema e Lazarus Chakwera, visando a a gestão do Corredor de Nacala.
Os acordos institucionais do Corredor de Desenvolvimento de Nacala, Rodoviário e Ferroviário, visam criar normas, instituições, mecanismos e procedimentos para o aumento do comércio entre os três países e melhorar a
integração regional, no contexto do projecto de Comércio e Conectividade da África Austral.
Além das obras houve apetrechamento em equipamentos com tecnologia de ponta, na adopção de facilidades e procedimentos de operações, intervenções das quais se esperam que venham contribuir para uma nova dinâmica da gestão do porto de Nacala tornando-o numa referência na região, de acordo com a empresa CFM.
Financiado pelo Governo japonês, no valor de 249 milhões de dólares norte americanos, as obras de expansão e modernização do porto de Nacala iniciaram em 2018, comportando, a reconstrução do cais norte, alargamento da estrada principal de acesso, construção de edifícios, cancelas, subestações eléctricas e instalação de um sistema moderno de combate a incêndios,
O Vice-Ministro japonês dos Negócios Estrangeiros, Hosaka Yasushi, afirmou que o seu País considera importante o desenvolvimento do Corredor de Nacala que é uma rota regional que aumentará a conectividade entre Moçambique, Malawi e Zâmbia.
“O Porto de Nacala é a porta de entrada que conecta os países do interland da África Austral ao oceano Índico e um dos melhores portos naturais do leste de África. Os empresários japoneses também estão muito interessados no Porto e a missão conjunta público-privada enviada em Maio deste ano também visitou o Porto”, afirmou.
Com a intervenção feita, o Porto de Nacala vê aumentada a sua capacidade de manuseamento do volume de carga de 100 mil para 252 mil contentores por ano.
No global, o porto de Nacala passa para uma capacidade de manuseamento de mais de dez milhões de toneladas por ano.
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