
Perspectivas económicas para a África Austral são moderadas, mas abundam oportunidades de investimento em iniciativas de alterações climáticas, diz relatório do BAD
- O crescimento na região deverá abrandar ainda mais em 2023, para 1,6%, seguido de uma ligeira melhoria, para 2,7%, em 2024;
- Pesando ainda mais no panorama está o peso da dívida externa, que se prevê que permaneça elevado em toda a região da África Austral. Em 2022, estava nos 48% do Produto Interno Bruto (PIB).
A África Austral registou um abrandamento do crescimento económico ao longo do último ano, uma vez que a maior economia da região, a África do Sul, enfrenta múltiplos desafios. A agitação civil, a crise de electricidade e as catástrofes naturais contribuíram para diminuir as perspectivas da região, que está abaixo das outras regiões de África, de acordo com o novo relatório económico do Banco Africano de Desenvolvimento (AfDB, siga em inglês).
O relatório sobre as Perspectivas Económicas de 2023 para a África Austral, lançado na segunda-feira, 24 de Julho, analisa as recentes tendências e desenvolvimentos económicos na região. Em linha com o tema deste ano para as perspetivas anuais, Mobilizar o financiamento do setor privado para o clima e o crescimento verde em África, o relatório também explora o papel potencial do setor privado no financiamento da ação climática da região e das ambições de crescimento verde.
Diz o relatório que, em 2022, o crescimento do PIB da região da África Austral mal atingiu os 2,7%, um nível muito inferior às médias mundial e africana, de 3,4% e 3,8%.
O abrandamento na África do Sul reflectiu-se noutros países da região, como o Zimbabwé, a Zâmbia, o Maláwi e Madagáscar, que também sofreram intensos fenómenos climáticos adversos, segundo o relatório.
O crescimento na região deverá abrandar ainda mais em 2023, para 1,6%, seguido de uma ligeira melhoria, para 2,7%, em 2024. Pesando ainda mais no panorama está o peso da dívida externa, que se prevê que permaneça elevado em toda a região da África Austral. Em 2022, estava nos 48% do Produto Interno Bruto (PIB).
“O crescimento do rendimento per capita na maioria dos países da região da África Austral está aquém da taxa de crescimento necessária para inverter o aumento da pobreza induzido pela pandemia (de Covid-19) e para colocar a região no caminho certo para cumprir o primeiro dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS1). As elevadas taxas de pobreza e de desigualdade continuam a ser endémicas em toda a região da África Austral”, refere o relatório.
Prevê-se que a dívida externa, que se situava em 48% em 2022, continue a ser elevada em toda a região da África Austral. Em geral, a exposição à dívida é mista nos países da África Austral. No entanto, o défice orçamental melhorou ligeiramente em 2022, situando-se em 3,5% do PIB em 2022, em comparação com 3,7% do PIB em 2021.
O relatório associa o lento desempenho regional a “questões políticas e estruturais persistentes na África do Sul, que arrastam o crescimento regional, e a guerra na Ucrânia, que continua a exercer pressão sobre os preços da energia e dos alimentos”.
O relatório refere igualmente que a diminuição do crescimento do rendimento per capita na maioria dos países da região da África Austral ameaça a taxa de crescimento necessária para reduzir a pobreza, enquanto o crescimento lento está a afetar o emprego dos jovens. O desemprego é descrito como “um dos maiores desafios da região”.
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