As receitas da Rede Viária de Moçambique (Revimo), responsável pela construção, conservação e exploração de várias estradas nacionais, cresceram 67,3% em 2022, para 1.898 milhões de meticais, com as novas portagens implementadas.

De acordo com o relatório e contas de 2022, a que a Lusa teve hoje acesso, e publicou, a Revimo fechou o ano com a gestão de 667,5 quilómetros de estradas de cinco províncias, com 12 portagens, mais seis no espaço de um ano, e o crescimento de 181% no tráfego médio diário anual, que passou para 48.075 viaturas.

Globalmente, o volume de tráfego nas estradas geridas pela Revimo aumento para 17.547.355 viaturas no ano passado, “principalmente devido ao início da operação das portagens da Circular de Maputo”.

A empresa, que conta com 562 trabalhadores e é detida em 70% pelo Fundo de Estradas de Moçambique, além do Fundo de Pensões do Banco de Moçambique e do Instituto Nacional de Segurança Social, cada um com uma participação de 15%, viu os lucros crescer quase 15% em 2022, para mais de 144,3 milhões de meticais.

As concessões entregues pelo Estado à Revimo envolvem 287 quilómetros da N6, entre a Beira e Machipanda, 71,4 quilómetros da Circular de Maputo, 12 quilómetros da R804, entre Marracuene e Macaneta, 187 quilómetros da Ponte Maputo – KaTembe e estradas de ligação, 32 quilómetros da R453, entre Macia e Praia do Bilene, 61,7 quilómetros da N101, entre Macia e Chókwè, e 21,8 quilómetros da R448, entre Chókwè e Macarretane.

Segundo a Lusa, na mensagem da administração que consta do documento é referido que a Revimo “prosseguiu com firmeza a caminhada iniciada em 2019, rumo à consolidação do seu papel como parceiro estratégico na gestão e rentabilização das infra-estruturas rodoviárias e serviços correlacionados”.

“A atestar o crescimento desta jovem empresa, em Fevereiro teve início a operação das praças de portagem da Costa do Sol, Zintava, Cumbeza e Matola Gare, que vieram juntar-se à portagem de Macaneta, na Estrada Circular de Maputo. Com este marco, passamos a operar um total de 12 praças de portagem, sendo três na Estrada Beira Machipanda, quatro nas Estradas de Ligação à Ponte Maputo KaTembe e cinco na Estrada Circular de Maputo”, sublinha a administração.

“O aumento de praças de portagem permitiu o alcance de um outro marco no crescimento da Revimo: o número de viaturas atendidas nas estradas sob a nossa gestão atingiu 17,5 milhões, que esteve 181,1% acima da cifra registada em 2021”, acrescenta a mensagem.

A administração garante igualmente que “o grande marco para o ano 2023 será a conclusão das obras de manutenção das estradas Macia – Praia do Bilene e Chókwè – Macarretane e de reabilitação da estrada Macia – Chókwè”, infra-estruturas “que irão contribuir para maior aproveitamento do potencial agrário de Chókwè e turístico da Praia do Bilene”.

“Com a conclusão das obras destas estradas daremos início à operação das praças de portagem de N’waMaquevele, Zimbene, Lionde e Macarretane. As perspectivas da aceleração do crescimento da economia e do início de gestão de novas infra-estruturas desafiam-nos a postar continuamente na melhoria da qualidade dos serviços prestados aos utentes e criar condições para abraçar mais projectos futuros”, admite ainda a administração.

A Revimo é uma sociedade anónima moçambicana, de direito privado, com sede em Maputo, e que tem por objecto principal a construção, conservação e exploração, sob sistema de portagens, de estradas e pontes e suas infra-estruturas conexas, “construídas ou por construir”.

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