Recuperação económica poderá ser mais lenta e prolongada

Recuperação económica poderá ser mais lenta e prolongada

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Recções ao aumento da taxa de juro indicam que a recuperação económica será mais lenta e prolongada, fazendo notar que,  pela primeira vez em 3 anos, a taxa de juro de política monetária registou um aumento, revelando degradação significativa da situação económica de Moçambique.

As reacções a subida da taxa de juro, ecoam de vários quadrantes mundiais, revelando a olhar atento existente sobre as perspectivas económicas de Moçambique

Os analistas  da NKC African Economics, filial  da consultora britânica em África, apontam a inflação e a depreciação  do metical  como factores  impulsionadores para subida da taxa de juro em Moçambique,  sendo esta a primeira  vez nos últimos 3 anos.

Olhando para a subida  da taxa de referência em 300 pontos base de 10,25% para 13,25% na semana finda, os analistas referem que “ Moçambique foi o primeiro país no mundo a aumentar  as taxas de juro, e foi a primeira vez que a taxa MIMO foi aumentada desde a sua introdução  em 2017”.

A NKC propõe a manutenção  da taxa de MIMO em 13,25% durante este ano, na medida  em que consideram “ improvável que os riscos de aumento  da inflação se reduzam até final do ano, por isso a previsão  é que o banco central não corte as taxas num futuro  imprevisível “.

Por outro lado agência de notação financeira Standard & Poor’s (S&P) disse esta segunda-feira que para além da inflação, os eventos climáticos extremos em Moçambique vão adiar a recuperação económica e aumentam os riscos sobre a perspectiva de evolução a longo prazo.

Os riscos climáticos e os efeitos da pandemia de Covid-19 enfraqueceram o desempenho económico nos últimos dois anos; os efeitos da pandemia e o ciclone Eloise, bem como a intensificação da insurgência na província de Cabo Delgado vão potencialmente enfraquecer a recuperação económica este ano e atrasar o desenvolvimento dos projectos de gás natural”, escrevem os analistas desta agência de ‘rating’.

Relativamente  as perspectivas de médio e curto prazo, na semana finda, o Comité de Politica Monetária ( CPMO) referiu que as previsões apontam para uma aceleração  da inflação e uma recuperação  mais baixa da actividade económica em 2021, num agravamento dos riscos e incertezas  devido ao reforço  das medidas  restritivas  de combate a COVID 19, tendo destacado a influência  das calamidades naturais, os conflitos militares nas regiões  centro e norte do país, que podem retardar a reanimação  da economia  do país.

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