CFM: transporte de carga reduz

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  • A Companhia pública portuária e ferroviária (CFM) de Moçambique transportou cerca de 24,62 milhões de toneladas líquidas de carga no ano passado, contra cerca dos 29,9 milhões de toneladas previstos

A Empresa Pública de Portos e Caminhos-de-Ferro de Moçambique (CFM) transportou cerca de 24,62 milhões de toneladas líquidas de carga no ano passado, contra cerca de 29,9 milhões de toneladas previstas.

De acordo com uma nota dos CFM sobre o exercício económico de 2022, este valor representa a execução de 82 por cento da meta e um crescimento de 30 por cento em relação ao ano anterior.

“Nas linhas operadas pelos CFM, durante o exercício de 2022, foram transportadas cerca de 12,3 milhões de toneladas líquidas, contra 15 milhões de toneladas planeadas, correspondendo a uma realização de 80 por cento do objectivo. Foram mais 17 do que a quantidade transportada no mesmo período de 2021”, lê-se no documento.

Refira-se que a empresa registou uma quebra nos seus lucros de cerca de mil milhões de meticais (15,7 milhões de dólares). Os lucros da empresa caíram de 3,3 mil milhões de meticais em 2021 para 2,3 mil milhões em 2022. De acordo com o relatório e contas dos CFM, mesmo com esta derrapagem, a empresa aumentou os dividendos ao Estado em 2022.

Em termos de transporte de passageiros, refere a nota dos CFM, foram transportados 5,5 milhões de passageiros no período em análise, o que representa um crescimento de 81 por cento em relação ao ano anterior, em resultado da retoma plena das operações ferroviárias após a pandemia da Covid-19, associada ao investimento em carruagens que foram inauguradas em agosto de 2022, aumentando a capacidade de transporte de passageiros no sul e centro do país.

Quanto aos terminais portuários sob gestão dos CFM, foram movimentados cerca de 13,21 milhões de toneladas durante 2022, contra 12,51 milhões de toneladas movimentadas em 2021, o que representa um crescimento de cerca de seis por cento, reflectindo os novos investimentos que têm sido realizados pela empresa.

Os documentos salientam que, apesar dos resultados positivos, 2022 foi marcado por vários factores negativos, como ciclones, descarrilamentos ferroviários, mau abastecimento de carga ferroviária e as consequências da invasão russa na Ucrânia.

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