
Custo de vida mantém tendência de queda
Prolongando a tendência iniciada em Abril, o País registou, em Maio de 2021, uma deflação de 0,31%, apontam dados referentes ao Índice de Preços no Consumidor divulgados recentemente pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
A divisão de Alimentação e bebidas não alcoólicas, foi a principal responsável por esta que corresponde a segunda deflação consecutiva do ano, ao contribuir no total da variação mensal com cerca de 0,34 pontos percentuais (pp) negativos.
Analisando a variação mensal por produto, a autoridade estatística nacional destaca a queda dos preços do tomate (10,3%), do coco (10,9%), do peixe fresco (1,6%) da couve (7,7%), do repolho (10,4%), da alface (6,2%) e de motorizadas (2,3%), que contribuíram no total da variação mensal com cerca de 0,51pp negativos.
Esta tendência de queda, revela o INE, foi contrariada pelo comportamento observado em alguns produtos, com destaque para as refeições completas em restaurantes (1,3%), o pão de trigo (2,3%), a cebola (3,4%), o peixe seco (1,0%), a farinha de mandioca (13,3%), o arroz em grão (0,6%) e a galinha viva (0,8%)
Comparativamente a igual período do ano anterior, o País registou no mês em análise, um aumento de preços na ordem de 5,49%. De Janeiro a Maio do ano em curso, o País registou um aumento de preços na ordem de 3,07%, impulsionado principalmente pelo aumento nos preços registados nas divisões de Alimentação e bebidas não alcoólicas e de Habitação, água, electricidade, gás e outros combustíveis.
Numa comparação entre os centros de recolha, que servem de referência para inflação do país, o INE refere que, comparativamente ao mês passado, todas cidades registaram uma redução no nível geral de preços, com a Cidade da Beira a registar cerca de 0,79%, seguida da Cidade de Maputo com 0,20% e por fim a Cidade de Nampula com uma queda de preços na ordem de 0,16%.
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