
É preciso incentivar a indústria de substituição privilegiando recursos e empresas locais
O Ministro da Indústria e Comércio, Carlos Mesquita, instou, semana finda, ao empresariado nacional a apostar no uso da matéria-prima nacional nas suas indústrias, bem como a privilegiar as empresas locais, principalmente as de micro, pequena e média dimensão, no fornecimento de produtos e prestação de serviços terceirizados, como forma de promover a industrialização do País.
A pretensão do Governo, reflectida no Programa Nacional Industrializar Moçambique (PRONAI) – lançado recentemente pelo Presidente da República visando a dinamização o processo de industrialização à escala nacional, a mobilização de investimento, assim como a profissionalização e modernização integradas da capacidade produtiva – traduz-se na promoção da indústria de substituição, focando-se nas matérias-primas que podem ser transformadas localmente, priorizando-se o seu uso nas indústrias nacionais.
Neste processo, conforme destacou Carlos Mesquita, o Executivo deverá analisar a viabilidade financeira para identificação dos produtos que devem ser substituídos, e se os mesmos têm competitividade suficiente no mercado que justifique a aposta. Um “crivo de análise e viabilidade económica”, visando aumentar as exportações numa perspectiva de “minimizar ou equilibrar a nossa balança comercial”, sublinhou o ministro.
Carlos Mesquita falava durante uma visita de trabalho à fábrica de refrigerantes Coca-Cola, na província de Maputo, mostrando-se satisfeito com alguns aspectos que, na sua opinião, se enquadram na filosofia da iniciativa, tais como a capacitação e o desenvolvimento de recursos humanos, tendo encorajado a unidade industrial a encontrar soluções internamente antes de recorrer a outros mercados, referindo-se ao fornecimento de produtos e à prestação de serviços.
Ver mais
» Moçambique tem potencial para tornar-se num Hub industrial
» CTA propõe uma abordagem de industrialização centrada na promoção de conteúdo Local através das compras do Estado
» Dugongo Cimentos não afectou negativamente o sector industrial, esclarece a CTA














