Haverá uma expansão muito grande das relações económicas Brasil-Moçambique

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O Embaixador do Brasil em Moçambique, Ademar Seabra, disse que o novo ciclo político no seu País, encabeçado pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, oferece uma nova oportunidade para o estreitamento das relações económicas, entre o Brasil e Moçambique.

O embaixador Ademar Seabra, falava num exclusivo para o O.Económico, numa entrevista enfocada nas perspectivas das relações comerciais entre os dois países, sobre as quais disse:
“Estamos absolutamente não só convencidos, mas é uma certeza que haverá uma
expansão muito grande das relações económicas nos seus diversos quadrantes”
Ademar Seabra, disse que a governação de Luiz Inácio Lula da Silva, aposta nas relações sul-sul. “Nas relações Sul-Sul, base da diplomacia de Lula da Silva, o papel
do Estado de indutor nos investimentos é fundamental”. Frisou para fundamentar que o novo Governo brasileiro vai (está) empenhar-se na indução das relações comerciais e empresariais, recuperando algo que foi interrompido pela governação do anterior Presidente Jair Bolsonaro. 

“Na década de 2000 foram realizadas aproximadamente 30 visitas de Estado à África no âmbito desta cooperação a diversos níveis institucionais”. Recordou, para realçar que, na perspectiva do actual Governo brasileiro “as iniciativas para à aproximação, preparação e exploração das oportunidades de comércio, investimento e relações económicas devem partir do Estado”.

Falando do momento actual da cooperação, Ademar Seabra disse que “Moçambique e Brasil têm estado a trabalhar em pelo menos cerca de 70 projectos de cooperação em diversos quadrantes ao longo da última década”.
Dados recolhidos do relatório da Balança de Pagamentos – 2022 publicado pelo Banco de Moçambique ilustram que no ano de 2021 Moçambique exportou cerca de 1,3 milhões de dólares (USD) e importou cerca de 27,6 milhões de dólares (USD) tendo um saldo da balança comercial deficitário, implicando uma fraca capacidade da base produtiva moçambicana e uma poupança externa positiva que significa que em termos reais Brasil está a absorver recursos de Moçambique, que permitem o financiamento do consumo e do investimento do Brasil. 

O diplomata, admitiu que o grande desafio de momento é a nível macro: “Como criar um impacto que faça uma diferença efectiva no crescimento económico de Moçambique? questionou, realçando que os dois governos estão a trabalhar afincadamente para, não apenas relançar a cooperação, mas para que a mesma seja mais qualitativa, divergindo do que aconteceu no passado recente, quer por causa da pandemia, quer por razoes de opções políticas do anterior Governo. “No nível macro, nós tivemos, nos últimos anos, alguns recuos, nossas relações com Moçambique”, admitiu Ademar Seabra.

“Nós recuamos por circunstâncias diversas em grandes sectores
e segmentos. Mas nós podemos entrar nos trilhos novamente”, reiterou Seabra com muito optimismo no futuro imediato da cooperação entre os dois países.

“Moçambique é um país fundamental para a nossa política externa. É um país
com o qual nós queremos trabalhar muito mais, fazer muito mais”, disse referindo-se ao desejo e esforços em curso visando a expansão das relações para diversos sectores, da agricultura, tecnologia, energia, passando pela indústria farmacêutica onde já existe alguma experiência concreta de cooperação com frutos
“Brasil foi decisivo para a constituição da Sociedade Moçambicana de
Medicamentos, uma plataforma farmacêutica de farmoquímica”. Afirmou o Embaixador.

Veja a entrevista na integra. Clique aqui

Disponível também na revista O.Economico Report

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