Moçambique tem disponíveis 45 milhões de créditos de carbono para negociar

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Moçambique possui cerca de 45 milhões de créditos de carbono prontos para serem negociados.

A Ministra moçambicana da Terra e Ambiente, Ivete Maibaze, disse que a quantidade pode ser negociada com todos os interessados.

Ministra moçambicana da Terra e Ambiente, Ivete Maibaze

“O levantamento feito pelas nossas equipas mostra que temos cerca de 45 milhões de créditos de carbono disponíveis para serem negociados com todos interessados para complementar a agenda de comercialização do produto”, disse.
Maibaze falava esta segunda-feira (11) a jornalistas, em Maputo, a margem da I Reunião de Preparação de Moçambique para a sua participação na COP28.

Explicou que para explorar o potencial do mercado de carbono, Moçambique tornou-se membro da Iniciativa Africana dos Mercados de Carbono e iniciou a elaboração de um Plano de Activação do Mercado de Carbono, com um grupo de trabalho a dar prioridade à produção de um quadro regulamentar abrangente e propício.

Da regulação, segundo Maibaze, vai advir, entre outras vantagens, a participação do país nos mercados internacionais de carbono e projectos que beneficiem as comunidades locais.

“Este quadro regulamentar ajudará a garantir a integridade ambiental dos nossos projectos de carbono, permitirá que o país participe nos mercados internacionais de carbono ao abrigo do Artigo 6 do Acordo de Paris, proporcionará clareza aos que desenvolvem projectos e aos compradores de carbono e, acima de tudo, garantirá que os nossos projectos apoiem e beneficiem as comunidades locais e a população moçambicana em geral”, referiu.

Maibaze disse que no contexto da transacção dos créditos de carbono, Moçambique posiciona-se como actor relevante no planeta para fazer face aos desafios trazidos pelas mudanças climáticas.

Igualmente, segundo a ministra, o país pode posicionar-se como um actor relevante no mundo, com possibilidades de aumento dos sumidouros de carbono, através de uma agricultura climaticamente inteligente, da preservação florestal, do reflorestamento, e da economia azul”.

Acrescentou que o país tem “um enorme potencial para redução de emissões utilizando energias renováveis, e desenvolvimento de transportes com baixas emissões de carbono”.

O país adoptou em 2018 uma regulamentação nacional para projectos de Redução de Emissões do Desmatamento, Degradação florestal e aumento das reservas de carbono (REDD+), um mecanismo que reconhece o papel das florestas na mitigação do efeito das mudanças climáticas, bem como necessidade de compensar os países que contribuem para o efeito, através de medidas que promovam a conservação florestal.

Os Créditos de Carbono ou Redução Certificada de Emissões são certificados emitidos para uma pessoa ou empresa que reduziu a emissão de gases de efeito estufa.

Comprar tais créditos no mercado corresponde a adquirir uma permissão para emitir gases de efeito estufa.
(AIM)

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